Por Cristian Bonotto – Zootecnista e Gerente Comercial Regional Santa Catarina e Rio Grande do Sul
A Tristeza Parasitária Bovina (TPB) é um complexo de doenças causadas por infecções parasitárias não contagiosas, sendo no Brasil, os principais agentes etiológicos dessa enfermidade Anaplasma marginale, a Babesia bovis e B. bigemia, comum em regiões tropicais e subtropicais, uma das principais causas de mortes destes animais, deixando um prejuízo considerável nas propriedades, aumentando a atenção do produtor.
No Brasil, em 2019, atingiu perdas econômicas de cerca de 3,5 milhões de dólares na produção bovina (Mendes, 2019). Adicionalmente, a infestação por carrapato em vacas leiteiras gera uma redução de 90,24 litros de leite por vaca por lactação, causando perda nacional de US$ 922,36 milhões (Ferreira, 2019).
Em algumas áreas, como a região Sul, a população do carrapato transmissor (Rhipicephalus microplus) oscila significativamente. Essa sazonalidade acentuada impacta a imunidade do rebanho, favorecendo surtos, novamente com elevadas taxas de mortalidade.
Por esse motivo, estima-se que a TPB causa maiores prejuízos no sul do país.
A denominação Tristeza Parasitária, deriva da aparência triste dos animais afetados por Babesiose e Anaplasmose. As duas doenças são propagadas pelo carrapato Rhipicephalus microplus e, no caso da Anaplasmose, a transmissão também pode ocorrer através de moscas e mosquitos que se alimentam de sangue. A enfermidade também é chamada de Tristezinha ou Mal Triste.
O período de incubação da babesiose varia em torno de sete a vinte dias. Após a infecção há multiplicação dos protozoários em vasos periféricos (B. bigemina) ou em vasos viscerais (B. bovis), levando a destruição de hemácias. No pico da multiplicação, ocorre a hemólise clinicamente detectável. Esta leva à ocorrência de anemia grave, icterícia e hemoglobinúria, com evolução para morte por anoxia e anemia (Kikugawa, 2009). A B. bovis possui um acentuado tropismo pela circulação de órgãos como baço, rins, fígado, coração, pulmão, cérebro, cerebelo e meniges.
Os sinais clínicos iniciam duas a três semanas após a inoculação do agente pelo carrapato, se caracterizando por febre de 40 a 41,5°C, que desaparece de 12 a 24 horas e normaliza, anemia com redução do volume globular (VG), apatia, ataxia, palidez da mucosa, inapetência, desidratação, perda do apetite, anorexia, tremores musculares, taquicardia, taquipneia, movimentos ruminais reduzidos, prostração, ranger dos dentes, lactação reduzida, desidratação além de cetose secundária (Herrera, 2019).
O histórico, sinais clínicos, achados de necropsia, análise histopatológica e, pincipalmente, exames laboratoriais podem ser utilizados no diagnóstico da doença.
O diagnóstico clínico é apenas sugestivo, já que os sinais clínicos podem ocorrer em outras enfermidades (Kikugawa, 2009; Santos, 2013). Ao histórico devem ser observadas idade e origem dos animais, além dos sinais de febre, depressão, mucosas pálidas e anorexia (Kikugawa, 2009). Os exames diretos são ferramentas importante para confirmação do diagnóstico clínico com boa praticidade e baixo custo.
Além dos tratamentos convencionais existentes no mercado, uma das formas que vem se destacando na pecuária de corte e leite a um bom tempo é o uso de medicamentos homeopáticos.
Essas ferramentas de medidas preventivas, além de trazer segurança e bem-estar aos animais, é de fácil aplicação, sem descarte e sem carência para leite ou carne, deixando o manejo prático e rentável.
A Homeo-Vita se sobressai com um amplo portfólio de produtos, dentre eles, o Homeo-Vita Lactobio e o Parasitário Plus+Fator HV são opções de eleição quando o assunto é TPB.
Ambos os itens são recomendados para bezerros e animais adultos, ajudando a diminuir o estresse, as enterites, a tristeza parasitária bovina, a anemia, a verminose e as infestações parasitárias. A aplicação pode ser feita por meio de ração, suplementos minerais, silagem, entre outros, e pode ser realizada de maneira preventiva ou curativa, seguindo as doses estabelecidas sob a orientação de um especialista.
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REFERÊNCIAS
Mendes, N. S. (2019). Ocorrência e diversidade genética de babesia bovis em bovinos de corte amostrados no pantanal sul mato-grossense. Dissertação de Mestrado em Microbiologia Agropecuária. Jaboticabal: Universidade Estadual Paulista.
Ferreira, T. A. A. (2019). Diagnóstico molecular e taxas de infecção de Anaplasma marginale e Babesia bovis em rebanhos bovídeos e artrópodes parasitas na Amazônia. Dissertação de Mestrado em Biotecnologia Aplicada a Agropecuária. Belém: Universidade Federal Rural da Amazônia.
Kikugawa, M. M. (2009). Tristeza Parasitária Bovina (Babesiose x Anaplasmose). Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) em Medicina Veterinária. São Paulo: Faculdades Metropolitanas Unidas.
Herrera, A. N. (2019). Anaplasmosis bovina hiperaguda: reporte de caso Anaplasma marginale. Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) em Medicina Veterinária. Bogotá: Universidad de Ciencias Aplicadas y Ambientales.
https://www.scielo.br/j/pvb/a/YdTy3H6VQPxGVh8qLQML9fw/
https://www.scielo.br/j/pvb/a/xRqmZtZrLCt8rLqGRVT4FND/
https://www.scielo.br/j/pvb/a/VCn7pH6K7GM8SQgSRpXGr4C/


