Por Fernando Raphael De Oliveira Drissen – Médico Veterinário e Coordenadora de Território de Santa Catarina
O Brasil é o terceiro maior produtor de leite no mundo, ultrapassando 34 bilhões de litros por ano, na maioria em pequenas e médias propriedades, empregando aproximadamente 4 milhões de pessoas.
Tivemos um aumento na produção em 2023 de aproximadamente 55 litros/vaca/ano, a produtividade média foi de 2.259 litros/vaca/ano, o maior valor observado na história, apesar de ainda ser um volume anual aquém do esperado.
A quantidade de leite adquirido pelos laticínios sob inspeção sanitária em 2023 foi de 24,60 bilhões de litros, o que corresponde a cerca de 70% do total produzido no Brasil.
Com cerca de 80,3 bilhões de reais, o ano de 2023 encerrou com um crescimento de 0,4%, após um avanço obtido em 2022, que chegou a +17,7%.
Ao longo dos anos, observamos grandes transformações na cadeia produtiva do leite no Brasil e na definição dos parâmetros legais para a qualidade do leite no país por meio de normativas. Apesar desta evolução, não podemos deixar de olhar para o futuro e inovarmos para promovermos a sustentabilidade, cada vez mais, dentro desta cadeia produtiva importantíssima para o nosso país.
O leite é classificado como um alimento completo, com elevada importância socioeconômica. A garantia de um leite de qualidade é influenciada pelo manejo dos animais, alimentação e a sanidade da glândula mamária (Lima et al., 2006).
Cada país traz testes para avaliar a qualidade do leite e seguem normas regulamentadas. Em geral, se avalia características físico-químicas e sensoriais, ausência de micro-organismos patogênicos, conservantes e resíduos antimicrobianos, e definidos parâmetros de contagem padrão em placas (CPP) e contagem de células somáticas (CCS) (Jamas et al., 2018).
A CCS indica a qualidade higiênica do leite e a presença de mastite no rebanho. E possui relação com a composição e rendimento industrial do produto. Enquanto que a CPP tem como propósito a avaliação da qualidade microbiológica do leite, relevante para os laticínios, e importante para a saúde pública, indicando o grau de contaminação deste alimento (David et al., 2020).
Em 2018, publicou-se as instruções normativas 76 e 77, pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), que determinam padrões mínimos para qualidade do leite. A IN 77 estabelece limite máximo aceito para CCS de 500.000 células/ml, e limite aceitável de CPP de 300.000 UFC/ml na média geométrica trimestral, entrando em vigor no ano de 2019.
O leite passa do produtor até o consumidor final, por diversos elos da cadeia produtiva, aonde exige-se o controle de qualidade. Em cada momento, são realizadas análises específicas da amostra coletada, o que garante a qualidade da matéria prima e dos produtos beneficiados (fiscalizados e inspecionados).
Quando entramos no assunto de qualidade do leite é impossível não referenciar a saúde de rebanho e um dos grandes vilões da pecuária leiteira, a MASTITE.
A mastite manifesta-se sob duas formas principais: clínica e subclínica.
A mastite clínica é de fácil identificação, percebemos a presença de coágulos, grumos, flocos, aspecto aguado, com ou sem presença de sangue ou pus, inflamação no úbere caracterizado por inchaço, vermelhidão e/ou dolorido. Além disso podemos encontrar sinais sistêmicos na vaca como: desidratação, apatia, perda de apetite, febre, diminuição brusca na produção.
Na forma subclínica, a forma mais comum de mastite, não encontramos sinais visíveis no úbere. Sabe-se que existe a mastite subclínica porque microrganismos causadores da doença podem ser isolados do leite e podem ser detectadas alterações inflamatórias via te CMT (California Mastitis Test).
Rebanhos CCS baixa apresentam menores perdas na produção e produzem leite com melhor qualidade. Nestes, há uma redução no uso de antibióticos para tratamento da mastite, o que reduz também o risco de contaminação do leite com resíduos químicos.
Em casos de mastite, temos a CCS alta, por decorrência da inflamação, temos um aumento da permeabilidade dos vasos sanguíneos aonde algumas substâncias passam para o leite, como exemplo íons de cloro e sódio, alterando o sabor do leite e tornando mais salgado, além das enzimas que degradam a proteína e a gordura. Decorrente dos agentes da mastite e da reação inflamatória ocorrem danos às células que produzem e secretam o leite, e por consequência, redução dos teores de lactose, caseína, gordura, cálcio e fósforo.
A saúde de rebanho vem através de boas práticas de manejo geral, utilização correta do equipamento de ordenha, redução do estresse dos animais proporcionando conforto e bem-estar animal. Boa alimentação, que garante também um aumento na imunidade de rebanho. Além disso, as práticas profiláticas, tais como desinfecção dos tetos pré e pós-ordenha, as vacinas preventivas, aditivos, suplementos vitamínicos, mineralização, medicamentos químicos, medicamentos fitoterápicos, medicamentos homeopáticos, entre outros.
Dentre as medidas que devem ser utilizadas na fazenda, temos: o teste da caneca de fundo escuro todos os dias antes de cada ordenha; o teste de CMT pelo menos uma vez por semana em todas as vacas em lactação; CCS individual (por vaca) pelo menos uma vez ao mês; anotação de todos os casos de mastite clínica e subclínica; vacas identificadas com mastite clínica ou subclínica deve ser ordenhadas por último, para diminuir o risco de contaminação das outras vacas durante a ordenha e além disso poder receber o tratamento adequado, conforme orientação do médico veterinário.
E por fim, as medidas preventivas que auxiliam na redução de novos casos de mastite no rebanho.
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